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Oficina promove palestra de combate s drogas

"Qual é a pior droga que existe? É a que você usa, e é essa que você tem que combater”. A consideração foi feita aos alunos da Oficina do Estudante nesta quinta-feira, 8 de março, em palestra de combate aos entorpecentes ministrada pelo advogado Nelson Hossri, especialista em Dependência Química pela Unifesp e que palestra sobre o tema há 12 anos. 

"Droga é droga. Se o videogame está atrapalhando a sua vida não deixa de ser droga”, acrescenta o palestrante - informando, inclusive, que no Japão já existem clínicas para esse vício específico. 

Vigilância

Quanto às substâncias químicas, que comumente nos referimos como drogas - e que modificam funções, sensações e o comportamento dos usuários -, Hossri informa que 80% dos moradores em situação de rua, de Campinas, são dependentes químicos. 

“São médicos, advogados, músicos. São pessoas como a gente, que tiveram oportunidades, mas que sucumbiram à dependência. Elas não nascem na rua, mas chegaram a essa situação”, declara ele - evocando as três fases do uso: macaco (diversão), leão (irritabilidade, agressão) e porco (perda da dignidade). “Nós precisamos falar sobre drogas. Temos que quebrar esse tabu. Temos que dizer o que é, como prevenir, como tratar e o que é que o município oferece como tratamento. Nós estamos falando de uma doença crônica e que é progressiva, como o diabetes; que não tem cura, mas que tem tratamento”. 

O que fazer

Hossri lembra que não há uma receita fechada: “o que existe é um cardápio de recursos terapêuticos, e cada um deve abraçar o que mais funcionar pra si”.  Entretanto, os três pontos em comum que todos os que conseguem se manter sóbrios têm são: aceitação da doença; aceitação de impotência perante o vício; e vontade de superá-lo. 

Família

Hossri também chama a responsabilidade da família na prevenção da doença: “quem manda na casa de vocês (alunos) são os pais de vocês, e vocês devem obedecer. A lei existe para estabelecer a ordem. E dentro de casa tem que ter regra. Recebo inúmeros pedidos de ajuda por causa de mãe que briga com a filha disputando roupa pra ir pra balada; de pai que briga com o filho disputando namorada. Isso não é relação de pais e filhos”. 

O palestrante acrescenta também que: “tem gente que posta foto da criança com bigodinho de cerveja; que fuma na frente da criança; que não tem água na geladeira porque na casa só tem bebida alcóolica; que abra latinha perto da criança, sendo que o barulho chama mais a atenção do que brinquedo. Depois, como vai ter moral para dizer pro filho não fumar? Pra dizer pro filho não usar droga?” 

Lembra ainda que usuário tem discernimento, mas que o dependente químico, não. Isso porque dependente não tem controle sobre a droga, mas é controlado por ela. Ressalta que nem todo usuário é dependente, mas que todo dependente já foi usuário, e que, por isso, é tão importante a prevenção. 

Escola

A palestra foi a primeira da série de ações do Oficina Comportamento. Assistiram à explanação alunos dos ensinos Fundamental II e Médio. “Eu me preocupo muito quando uma pessoa diz que vai usar só um pouquinho, porque no fim ela pode acabar virando estatística (de dependente)”, afirma o coordenador do Ensino Fundamental, Edvaldo Pereira Lopes. 

Os alunos da Oficina gostaram muito da explanação - como Pedro Zonzini, de 13 anos, do 3º D: "foi muito importante, não só pelo assunto em si, mas porque eu pude aprender um monte de coisas”.  

Palestrante

O advogado criou o Movimento “Sou Feliz sem Drogas”, com apadrinhamento de Padre Haroldo. Esteve à frente da Coordenadoria de Prevenção às Drogas de Campinas, de 2012 a 2016, idealizando e coordenando Políticas Públicas de Prevenção às Drogas. Hoje, é vereador, e se dispõe a ajudar dependentes químicos, além da população em geral. Pode ser contado pelo WhatsApp (19) 9-9655-4527, ou pelo e-mail nelson.hossri@gmail.com


"Qual é a pior droga que existe? É a que você usa, e é essa que você tem que combater”. A consideração foi feita aos alunos da Oficina do Estudante nesta quinta-feira, 8 de março, em palestra de combate aos entorpecentes ministrada pelo advogado Nelson Hossri, especialista em Dependência Química pela Unifesp e que palestra sobre o tema há 12 anos. 

"Droga é droga. Se o videogame está atrapalhando a sua vida não deixa de ser droga”, acrescenta o palestrante - informando, inclusive, que no Japão já existem clínicas para esse vício específico. 


Vigilância

Quanto às substâncias químicas, que comumente nos referimos como drogas - e que modificam funções, sensações e o comportamento dos usuários -, Hossri informa que 80% dos moradores em situação de rua, de Campinas, são dependentes químicos. 

“São médicos, advogados, músicos. São pessoas como a gente, que tiveram oportunidades, mas que sucumbiram à dependência. Elas não nascem na rua, mas chegaram a essa situação”, declara ele - evocando as três fases do uso: macaco (diversão), leão (irritabilidade, agressão) e porco (perda da dignidade). “Nós precisamos falar sobre drogas. Temos que quebrar esse tabu. Temos que dizer o que é, como prevenir, como tratar e o que é que o município oferece como tratamento. Nós estamos falando de uma doença crônica e que é progressiva, como o diabetes; que não tem cura, mas que tem tratamento”. 


O que fazer

Hossri lembra que não há uma receita fechada: “o que existe é um cardápio de recursos terapêuticos, e cada um deve abraçar o que mais funcionar pra si”.  Entretanto, os três pontos em comum que todos os que conseguem se manter sóbrios têm são: aceitação da doença; aceitação de impotência perante o vício; e vontade de superá-lo. 

Família

Hossri também chama a responsabilidade da família na prevenção da doença: “quem manda na casa de vocês (alunos) são os pais de vocês, e vocês devem obedecer. A lei existe para estabelecer a ordem. E dentro de casa tem que ter regra. Recebo inúmeros pedidos de ajuda por causa de mãe que briga com a filha disputando roupa pra ir pra balada; de pai que briga com o filho disputando namorada. Isso não é relação de pais e filhos”. 

O palestrante acrescenta também que: “tem gente que posta foto da criança com bigodinho de cerveja; que fuma na frente da criança; que não tem água na geladeira porque na casa só tem bebida alcóolica; que abra latinha perto da criança, sendo que o barulho chama mais a atenção do que brinquedo. Depois, como vai ter moral para dizer pro filho não fumar? Pra dizer pro filho não usar droga?” 

Lembra ainda que usuário tem discernimento, mas que o dependente químico, não. Isso porque dependente não tem controle sobre a droga, mas é controlado por ela. Ressalta que nem todo usuário é dependente, mas que todo dependente já foi usuário, e que, por isso, é tão importante a prevenção. 

Escola

A palestra foi a primeira da série de ações do Oficina Comportamento. Assistiram à explanação alunos dos ensinos Fundamental II e Médio. “Eu me preocupo muito quando uma pessoa diz que vai usar só um pouquinho, porque no fim ela pode acabar virando estatística (de dependente)”, afirma o coordenador do Ensino Fundamental, Edvaldo Pereira Lopes. 

Os alunos da Oficina gostaram muito da explanação - como Pedro Zonzini, de 13 anos, do 3º D: "foi muito importante, não só pelo assunto em si, mas porque eu pude aprender um monte de coisas”.  

Palestrante

O advogado criou o Movimento “Sou Feliz sem Drogas”, com apadrinhamento de Padre Haroldo. Esteve à frente da Coordenadoria de Prevenção às Drogas de Campinas, de 2012 a 2016, idealizando e coordenando Políticas Públicas de Prevenção às Drogas. Hoje, é vereador, e se dispõe a ajudar dependentes químicos, além da população em geral. Pode ser contado pelo WhatsApp (19) 9-9655-4527, ou pelo e-mail nelson.hossri@gmail.com