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Enem 2016: 1º dia tem enunciados mais curtos, e dificuldade se mantém

08 de Novembro de 2016

Professores ouvidos pelo UOL neste sábado (5) afirmaram que as provas do primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram bem adaptadas ao tempo, com enunciados mais curtos do que o esperado e dificuldade de "média" para "difícil".

"É uma prova que mantém o mesmo esquema de ter algumas questões mais fáceis, algumas médias e outras difíceis - mas realmente difíceis", destaca a professora Vera Lúcia da Costa Antunes.

Para Antunes, a prova trouxe enunciados mais enxutos, mas isso não afetou a dificuldade do exame. "Alguns textos, embora mais curtos, eram bastante densos. Ou seja, é um texto que, embora menor, acaba sendo complicado e o candidato precisa reler para entender", explica.

Para Célio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante, a prova trouxe "o que já se espera na prova do Enem". "No caso da prova de ciências da natureza, há um predomínio das questões sobre energia; em biologia, de ecologia. Química e física não exigem nada de absurdo. Tudo vem sempre dentro da ideia de aproximar o conhecimento à realidade do aluno", afirma.

"Foi uma prova bem equilibrada", complementa Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. Para ele, algumas questões exigiram bastante conhecimento de conteúdo por parte dos candidatos. "Filosofia, principalmente, foi muito difícil. Para responder as questões o aluno tinha que saber a matéria. Um aventureiro não se sai bem nessa prova", afirma.

A maioria dos candidatos ouvidos pelo UOL avaliou como "difíceis" as questões desse primeiro dia de Enem.

Carlos Davi, professor do Sistema Ari de Sá, reforça: "o aluno que só sabe conteúdo não avança; ao mesmo tempo, o que só sabe interpretar também não vai bem. É preciso uma conexão entre essas duas habilidades". Para ele, as questões de ciências humanas se mantiveram dentro do eixo temático sociedade, cultura e poder.

"Foram abordados temas como coronelismo na República Velha, ditaduras na América Latina, analisando a Operação Condor, gênero e feminismo na segunda metade do século 20, negritude e africanidade. E um detalhe importantíssimo: a prova consegue tratar do passado sempre sinalizando para questões do presente", analisa.

Daniela Mamede, coordenadora pedagógica do cursinho Poliedro, reforça que a prova teve uma forte incidência de questões de filosofia e sociologia. "Em sociologia foram abordados temas bastante atuais. Na prova de filosofia houve uma certa surpresa porque autores clássicos ficaram mais de lado e entraram autores mais contemporâneos, como Jean-Paul Sartre", destaca.

Fonte: Fonte: Ana Carla Bermúdez e Bruna Souza Cruz/ UOL

Professores ouvidos pelo UOL neste sábado (5) afirmaram que as provas do primeiro dia do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram bem adaptadas ao tempo, com enunciados mais curtos do que o esperado e dificuldade de "média" para "difícil".

"É uma prova que mantém o mesmo esquema de ter algumas questões mais fáceis, algumas médias e outras difíceis - mas realmente difíceis", destaca a professora Vera Lúcia da Costa Antunes.

Para Antunes, a prova trouxe enunciados mais enxutos, mas isso não afetou a dificuldade do exame. "Alguns textos, embora mais curtos, eram bastante densos. Ou seja, é um texto que, embora menor, acaba sendo complicado e o candidato precisa reler para entender", explica.

Para Célio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante, a prova trouxe "o que já se espera na prova do Enem". "No caso da prova de ciências da natureza, há um predomínio das questões sobre energia; em biologia, de ecologia. Química e física não exigem nada de absurdo. Tudo vem sempre dentro da ideia de aproximar o conhecimento à realidade do aluno", afirma.

"Foi uma prova bem equilibrada", complementa Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. Para ele, algumas questões exigiram bastante conhecimento de conteúdo por parte dos candidatos. "Filosofia, principalmente, foi muito difícil. Para responder as questões o aluno tinha que saber a matéria. Um aventureiro não se sai bem nessa prova", afirma.

A maioria dos candidatos ouvidos pelo UOL avaliou como "difíceis" as questões desse primeiro dia de Enem.

Carlos Davi, professor do Sistema Ari de Sá, reforça: "o aluno que só sabe conteúdo não avança; ao mesmo tempo, o que só sabe interpretar também não vai bem. É preciso uma conexão entre essas duas habilidades". Para ele, as questões de ciências humanas se mantiveram dentro do eixo temático sociedade, cultura e poder.

"Foram abordados temas como coronelismo na República Velha, ditaduras na América Latina, analisando a Operação Condor, gênero e feminismo na segunda metade do século 20, negritude e africanidade. E um detalhe importantíssimo: a prova consegue tratar do passado sempre sinalizando para questões do presente", analisa.

Daniela Mamede, coordenadora pedagógica do cursinho Poliedro, reforça que a prova teve uma forte incidência de questões de filosofia e sociologia. "Em sociologia foram abordados temas bastante atuais. Na prova de filosofia houve uma certa surpresa porque autores clássicos ficaram mais de lado e entraram autores mais contemporâneos, como Jean-Paul Sartre", destaca.

Fonte: Fonte: Ana Carla Bermúdez e Bruna Souza Cruz/ UOL