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Unicamp: 45% dos inscritos buscam vagas nos 5 cursos mais concorridos

16 de Novembro de 2016

Quase metade dos 73,4 mil inscritos no Vestibular 2017 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está em busca de uma vaga nos cinco cursos mais concorridos da instituição. Ao todo, a Unicamp oferece 3.320 vagas distribuídas em 70 cursos de graduação. Medicina, arquitetura e urbanismo, comunicação social com ênfase em midialogia, ciências biológicas e engenharia civil têm, ao todo, 33.336 inscritos disputando 295 vagas, o correspondente a 45,3% do total de inscritos.

A concorrência acirrada exige ainda mais esforço dos candidatos que passam de dez até 13 horas por dia estudando. A primeira fase do exame será realizada no próximo domingo.

De acordo com dados da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), entre as cinco carreiras, medicina foi a única que registrou aumento de candidatos em relação à edição anterior do vestibular. Eram 24.209 inscritos no ano passado e agora são 24.310 concorrentes. O curso tem 221 estudantes disputando uma vaga.

Embora faça parte dos cinco cursos mais concorridos, engenharia civil teve queda de 3.582 inscritos no Vestibular 2016 para 2.796 candidatos nesta edição.

Diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo afirma que os cursos mais concorridos são tradicionais, como arquitetura, ou de vanguarda, como o caso da midialogia, que se destaca pelo formato diferenciado de estudo das mídias oferecido na Unicamp.

“São carreiras com grande demanda e acabam oferecendo poucas vagas”, afirma. Ele ressaltou que um ponto positivo da concentração de candidatos para a universidade é que ela acaba selecionando os estudantes mais bem preparados. “Em termos acadêmicos é muito bom porque seleciona realmente os melhores. Agora, se pensamos em termos sociais é ruim, porque muito mais gente vai ficar de fora, e ainda mais se aposta todas suas fichas na Unicamp.”

Dedicação

Os amigos Talisson Leal e Jean Gerlardt, ambos de 18 anos, vão prestar medicina e escolheram o curso pensando na possibilidade que ele oferece de ajudar o próximo. “Faltam médicos e a população sofre com isso”, afirma Gerlardt, que veio do Mato Grosso para se preparar para os vestibulares. Eles afirmam que a concorrência assusta, mas como já sabiam, procuram driblar a dificuldade reforçando a jornada de estudos. Eles passam em média dez horas por dia entre as aulas do cursinho, plantões e revisões aos finais de semana.

Wesley de Lara, de 16 anos, vai prestar arquitetura e urbanismo e estuda 13 horas por dia. “Por mais que a gente estude, todo vestibulando fica apreensivo com a concorrência”, disse. Matheus Rocco de Oliveira, de 18 anos, vai prestar engenharia civil. “Mesmo estudando bastante a gente sempre pensa que não é suficiente, que tem gente que estudou mais.” Gustavo Campos, de 17 anos, vai prestar química, que não está entre os cinco mais concorridos, mas a disputa também é acirrada. “Como tem muita procura, deveriam abrir mais vagas”, afirmou.

Na outra ponta, os cursos com menor quantidade de inscritos são os de tecnologia, música e dança. Engenharia de telecomunicações teve uma queda acentuada nesta edição, passando de 431 para 197 inscritos (54%). Segundo Tasinafo, há muitos cursos bons deixados de lado. “Tem os cursos à noite com a concorrência mais baixa. Temos os tecnólogos; engenharia de telecomunicações que é uma área muito importante”, afirmou.

Orientação

A prova da Unicamp será realizada no domingo. A orientação é para que os candidatos cheguem ao local de prova às 12h, já que o acesso às salas será permitido a partir das 12h30 e até as 13h impreterivelmente. A prova da primeira fase é composta de 90 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada uma. O tempo máximo de prova na primeira fase é de cinco horas e o mínimo de três horas e trinta minutos. A segunda fase será realizada nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017.

Fonte: Correio Popular

Quase metade dos 73,4 mil inscritos no Vestibular 2017 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está em busca de uma vaga nos cinco cursos mais concorridos da instituição. Ao todo, a Unicamp oferece 3.320 vagas distribuídas em 70 cursos de graduação. Medicina, arquitetura e urbanismo, comunicação social com ênfase em midialogia, ciências biológicas e engenharia civil têm, ao todo, 33.336 inscritos disputando 295 vagas, o correspondente a 45,3% do total de inscritos.

A concorrência acirrada exige ainda mais esforço dos candidatos que passam de dez até 13 horas por dia estudando. A primeira fase do exame será realizada no próximo domingo.

De acordo com dados da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), entre as cinco carreiras, medicina foi a única que registrou aumento de candidatos em relação à edição anterior do vestibular. Eram 24.209 inscritos no ano passado e agora são 24.310 concorrentes. O curso tem 221 estudantes disputando uma vaga.

Embora faça parte dos cinco cursos mais concorridos, engenharia civil teve queda de 3.582 inscritos no Vestibular 2016 para 2.796 candidatos nesta edição.

Diretor pedagógico da Oficina do Estudante, Célio Tasinafo afirma que os cursos mais concorridos são tradicionais, como arquitetura, ou de vanguarda, como o caso da midialogia, que se destaca pelo formato diferenciado de estudo das mídias oferecido na Unicamp.

“São carreiras com grande demanda e acabam oferecendo poucas vagas”, afirma. Ele ressaltou que um ponto positivo da concentração de candidatos para a universidade é que ela acaba selecionando os estudantes mais bem preparados. “Em termos acadêmicos é muito bom porque seleciona realmente os melhores. Agora, se pensamos em termos sociais é ruim, porque muito mais gente vai ficar de fora, e ainda mais se aposta todas suas fichas na Unicamp.”

Dedicação

Os amigos Talisson Leal e Jean Gerlardt, ambos de 18 anos, vão prestar medicina e escolheram o curso pensando na possibilidade que ele oferece de ajudar o próximo. “Faltam médicos e a população sofre com isso”, afirma Gerlardt, que veio do Mato Grosso para se preparar para os vestibulares. Eles afirmam que a concorrência assusta, mas como já sabiam, procuram driblar a dificuldade reforçando a jornada de estudos. Eles passam em média dez horas por dia entre as aulas do cursinho, plantões e revisões aos finais de semana.

Wesley de Lara, de 16 anos, vai prestar arquitetura e urbanismo e estuda 13 horas por dia. “Por mais que a gente estude, todo vestibulando fica apreensivo com a concorrência”, disse. Matheus Rocco de Oliveira, de 18 anos, vai prestar engenharia civil. “Mesmo estudando bastante a gente sempre pensa que não é suficiente, que tem gente que estudou mais.” Gustavo Campos, de 17 anos, vai prestar química, que não está entre os cinco mais concorridos, mas a disputa também é acirrada. “Como tem muita procura, deveriam abrir mais vagas”, afirmou.

Na outra ponta, os cursos com menor quantidade de inscritos são os de tecnologia, música e dança. Engenharia de telecomunicações teve uma queda acentuada nesta edição, passando de 431 para 197 inscritos (54%). Segundo Tasinafo, há muitos cursos bons deixados de lado. “Tem os cursos à noite com a concorrência mais baixa. Temos os tecnólogos; engenharia de telecomunicações que é uma área muito importante”, afirmou.

Orientação

A prova da Unicamp será realizada no domingo. A orientação é para que os candidatos cheguem ao local de prova às 12h, já que o acesso às salas será permitido a partir das 12h30 e até as 13h impreterivelmente. A prova da primeira fase é composta de 90 questões de múltipla escolha, com quatro alternativas cada uma. O tempo máximo de prova na primeira fase é de cinco horas e o mínimo de três horas e trinta minutos. A segunda fase será realizada nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017.

Fonte: Correio Popular