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Redação pediu carta do leitor sobre a imigração

16 de Janeiro de 2017

O papel do Brasil diante da presença cada vez maior de imigrantes foi o primeiro tema proposto para a prova de redação na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada neste domingo (15) a mais de 13 mil candidatos.
A proposta exigiu do vestibulando uma carta argumentativa sobre imigração, escrita para a seção dos leitores de um determinado órgão de imprensa. O segundo tema pediu um texto informativo sobre uma campanha de arrecadação de fundos para uma biblioteca.
A segunda fase deste ano registrou o menor índice de abstenções dos últimos seis anos, informou a universidade.
Esta segunda-feira os candidatos farão as provas de geografia, história e matemática. A segunda fase termina amanhã, com os exames de biologia, química e física. As respostas esperadas das provas da segunda fase serão divulgadas na internet a partir de quarta-feira.
Tema
Apesar da referência do texto para a primeira redação da prova ter sido escrita em 2012, professores e alunos consideraram um tema pertinente e atual, que ainda deve provocar muita discussão sobre qual o papel que o País desempenha, ou deveria, em relação aos imigrantes, principalmente latino-americanos. O texto citou a imigração haitiana e boliviana no Brasil nos últimos anos.
“É urgente, portanto, que nos perguntemos como tendemos a ver e sentir a presença cada vez mais visível de estrangeiros em solo brasileiro, principalmente daqueles que são oriundos de países pobres, muitos deles necessitando do foco dos direitos humanos. Seremos sensíveis aos discursos e às práticas xenófobas?”, descreve o texto, publicado há quatro anos na revista Rio Pesquisa.
A cordialidade do País em receber esses imigrantes exigiu argumentação do candidato.
Thanus Miziara, de 19 anos, que busca uma vaga em engenharia mecânica, considerou o tema apropriado e que exige bastante leitura sobre o assunto.
“Nessa carta foi possível argumentar que o País não parece tão cordial com os imigrantes, principalmente em relação ao preconceito velado que existe entre os povos”, avaliou.
Para a diretora pedagógica e professora de Língua Portuguesa e Redação da Oficina do Estudante, Saray Azenha, o tema imigração traz uma discussão atual e internacional.
“Serviu muito bem para o candidato fazer uma análise entre a postura do Brasil e os direitos humanos em relação a esses imigrantes. E o formato de carta do leitor, como propôs a Unicamp, é um gênero muito trabalhado durante os estudos”, observou Saray.
Dentre as seis questões de língua portuguesa e literatura foi exigido interpretação de textos para obras de Clarice Lispector, com o conto Amor, e de Osman Lins, com Lisbela e o Prisioneiro.
Expectativa
Apesar do sol forte, o clima entre os candidatos que realizaram o primeiro dia de provas da segunda fase da Unicamp foi de tranquilidade no campus Swift da Universidade Paulista (Unip), maior local de provas do vestibular. Não houve registros de atrasados e, na correria para não perder a prova, houve até tropeço a poucos metros do portão.
Na expectativa por uma vaga no curso de artes visuais, Bianca Bonatti, de 17 anos, aguardava a abertura do portão ao lado do pai, o bombeiro Luis Carlos, de 48. “A gente fica na torcida, mas sabemos que ela estudou bastante e chegou até aqui. Vai dar tudo certo”, incentivou o pai. “É preciso ter calma e ter clareza no texto da redação”, disse a jovem.

O sol forte não era um problema para o estudante Rodrigo Camará, de 20 anos. Vindo de Fortaleza, disse que está acostumado com o clima quente e para “se animar” antes da prova optou por ouvir heavy metal, em bom volume. “Eu estou preparado, e daqui até terça-feira a concentração é total”, garantiu o rapaz, que tenta uma vaga em engenharia da computação.

Com uma sombrinha em mãos, a candidata Letícia Gomes Jaccomo, de 17 anos, disse que o 1º dia de exames era o seu forte. Concorrendo ao curso de Letras, Letícia não arriscou qualquer palpite sobre os temas da redação. “Estudei muito durante o ano passado”, contou.

Os estudantes fazem nesta segunda a prova de geografia, história e matemática. Na terça-feira é a vez da prova de biologia, química e física. No segundo e no terceiro dia a prova também terá seis questões dissertativas. O candidato tem no máximo quatro horas, e no mínimo duas horas e trinta minutos, para a realização das provas em cada dia da 2ª fase.
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou 73.489 inscritos no Vestibular Unicamp 2017. Ao todo, 67.143 candidatos fizeram a prova da primeira fase, realizada em 20 de novembro. A Unicamp oferece 3.330 vagas em 70 cursos de graduação.
Unicamp registra menor abstenção em seis anos
A segunda fase do vestibular da Unicamp registrou a menor abstenção de candidatos dos últimos seis anos. Os dados foram apresentados pelos coordenadores da Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest) logo após a primeira prova, realizada neste domingo. O índice geral de abstenções foi de 10%, e Campinas foi a cidade com o menor registro, com 6,8% do total de 4.052 candidatos.

Na região de Campinas, do total de 4.473 candidatos, 324 não compareceram aos locais de prova, ante os 438 vestibulandos ausentes na segunda fase do ano passado. Proporcionalmente ao número de candidatos, Brasília foi a cidade com maior número de ausentes no local de prova, com 56 de um total de 528 vestibulandos.

Fonte: Correio Popular

O papel do Brasil diante da presença cada vez maior de imigrantes foi o primeiro tema proposto para a prova de redação na segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada neste domingo (15) a mais de 13 mil candidatos.
A proposta exigiu do vestibulando uma carta argumentativa sobre imigração, escrita para a seção dos leitores de um determinado órgão de imprensa. O segundo tema pediu um texto informativo sobre uma campanha de arrecadação de fundos para uma biblioteca.
A segunda fase deste ano registrou o menor índice de abstenções dos últimos seis anos, informou a universidade.
Esta segunda-feira os candidatos farão as provas de geografia, história e matemática. A segunda fase termina amanhã, com os exames de biologia, química e física. As respostas esperadas das provas da segunda fase serão divulgadas na internet a partir de quarta-feira.
Tema
Apesar da referência do texto para a primeira redação da prova ter sido escrita em 2012, professores e alunos consideraram um tema pertinente e atual, que ainda deve provocar muita discussão sobre qual o papel que o País desempenha, ou deveria, em relação aos imigrantes, principalmente latino-americanos. O texto citou a imigração haitiana e boliviana no Brasil nos últimos anos.
“É urgente, portanto, que nos perguntemos como tendemos a ver e sentir a presença cada vez mais visível de estrangeiros em solo brasileiro, principalmente daqueles que são oriundos de países pobres, muitos deles necessitando do foco dos direitos humanos. Seremos sensíveis aos discursos e às práticas xenófobas?”, descreve o texto, publicado há quatro anos na revista Rio Pesquisa.
A cordialidade do País em receber esses imigrantes exigiu argumentação do candidato.
Thanus Miziara, de 19 anos, que busca uma vaga em engenharia mecânica, considerou o tema apropriado e que exige bastante leitura sobre o assunto.
“Nessa carta foi possível argumentar que o País não parece tão cordial com os imigrantes, principalmente em relação ao preconceito velado que existe entre os povos”, avaliou.
Para a diretora pedagógica e professora de Língua Portuguesa e Redação da Oficina do Estudante, Saray Azenha, o tema imigração traz uma discussão atual e internacional.
“Serviu muito bem para o candidato fazer uma análise entre a postura do Brasil e os direitos humanos em relação a esses imigrantes. E o formato de carta do leitor, como propôs a Unicamp, é um gênero muito trabalhado durante os estudos”, observou Saray.
Dentre as seis questões de língua portuguesa e literatura foi exigido interpretação de textos para obras de Clarice Lispector, com o conto Amor, e de Osman Lins, com Lisbela e o Prisioneiro.
Expectativa
Apesar do sol forte, o clima entre os candidatos que realizaram o primeiro dia de provas da segunda fase da Unicamp foi de tranquilidade no campus Swift da Universidade Paulista (Unip), maior local de provas do vestibular. Não houve registros de atrasados e, na correria para não perder a prova, houve até tropeço a poucos metros do portão.
Na expectativa por uma vaga no curso de artes visuais, Bianca Bonatti, de 17 anos, aguardava a abertura do portão ao lado do pai, o bombeiro Luis Carlos, de 48. “A gente fica na torcida, mas sabemos que ela estudou bastante e chegou até aqui. Vai dar tudo certo”, incentivou o pai. “É preciso ter calma e ter clareza no texto da redação”, disse a jovem.

O sol forte não era um problema para o estudante Rodrigo Camará, de 20 anos. Vindo de Fortaleza, disse que está acostumado com o clima quente e para “se animar” antes da prova optou por ouvir heavy metal, em bom volume. “Eu estou preparado, e daqui até terça-feira a concentração é total”, garantiu o rapaz, que tenta uma vaga em engenharia da computação.

Com uma sombrinha em mãos, a candidata Letícia Gomes Jaccomo, de 17 anos, disse que o 1º dia de exames era o seu forte. Concorrendo ao curso de Letras, Letícia não arriscou qualquer palpite sobre os temas da redação. “Estudei muito durante o ano passado”, contou.

Os estudantes fazem nesta segunda a prova de geografia, história e matemática. Na terça-feira é a vez da prova de biologia, química e física. No segundo e no terceiro dia a prova também terá seis questões dissertativas. O candidato tem no máximo quatro horas, e no mínimo duas horas e trinta minutos, para a realização das provas em cada dia da 2ª fase.
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou 73.489 inscritos no Vestibular Unicamp 2017. Ao todo, 67.143 candidatos fizeram a prova da primeira fase, realizada em 20 de novembro. A Unicamp oferece 3.330 vagas em 70 cursos de graduação.
Unicamp registra menor abstenção em seis anos
A segunda fase do vestibular da Unicamp registrou a menor abstenção de candidatos dos últimos seis anos. Os dados foram apresentados pelos coordenadores da Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest) logo após a primeira prova, realizada neste domingo. O índice geral de abstenções foi de 10%, e Campinas foi a cidade com o menor registro, com 6,8% do total de 4.052 candidatos.

Na região de Campinas, do total de 4.473 candidatos, 324 não compareceram aos locais de prova, ante os 438 vestibulandos ausentes na segunda fase do ano passado. Proporcionalmente ao número de candidatos, Brasília foi a cidade com maior número de ausentes no local de prova, com 56 de um total de 528 vestibulandos.

Fonte: Correio Popular