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Próximo período da UERJ está ameaçado

10 de Julho de 2017

A Uerj manterá o calendário de vestibular, que começa no próximo dia 16. Neste ano, foram 39 mil inscrições — a menor procura da história da instituição. Em 2016, foram 82 mil candidatos.

Na última quinta-feira, uma assembleia docente decidiu que, caso o repasse financeiro não seja feito pelo Governo do Estado, o próximo semestre letivo não se iniciará.

— A assembleia de hoje foi de avaliação do semestre que está terminando. Ele nos exigiu um sacrifício pessoal de trabalhar sem salário. E também sacrifício da excelência acadêmica. Foi muito difícil trabalhar nessas condições. Não há a menor condição de começar no 1º de agosto se os salários não forem regularizados. Não temos mais de onde tirar dinheiro — afirmou Lia Rocha, presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj).

Os professores da Uerj ainda precisam receber os salários de maio, de junho, o 13º salário de 2016 e o restante do salário de abril. Eles só receberam R$ 2 mil desse mês.

— Teremos outra assembleia no dia 1º de agosto. Se os salários regularizarem, podemos reconsiderar a greve — avisa Lia.

O atual período da Uerj será finalizado em meados de julho. Na quarta-feira, reitores da Uerj, da Uezo e da Uenf divulgaram uma carta ressaltando as universidades não têm condições de iniciar as aulas do próximo semestre, caso não sejam quitados os salários atrasados dos servidores públicos.

Nesta semana, as instituições de ensino superior do estado fecham ainda o segundo semestre 2016 — retomado em abril depois da greve.

"É importante ressaltar que só será possível o término do atual semestre tendo em vista o comprometimento dos professores, quadro técnico e das empresas prestadoras de serviço. Logo, se medidas não forem tomadas, Uerj, Uenf e Uezo não terão como iniciar as aulas no próximo semestre", lê-se na mensagem de Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj, Maria Cristina de Assis, da Uezo, e de Luis Passoni, da Uenf.

Na carta, endereçada ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, os reitores ressaltam a importância da igualdade de tratamento entre todos os profissionais da educação do estado, em referência ao pagamento dos servidores da Secretaria de Educação.

Uma ação movida pela OAB-RJ obriga o governo a pagar os servidores da universidade na mesma data em que remunera os servidores da secretaria.

Na carta, os reitores querem garantir a quitação dos salários atrasados de todas as instituições vinculadas à Ciência e à Tecnologia — o 13º salário de 2016 e os vencimentos de abril, maio e junho.

Os reitores ressaltam que a quitação dos débitos é fundamental para a manutenção das atividades educacionais.

As paralisações geram, segundo eles, prejuízo direto a mais de 150 mil alunas da rede pública de ensino e às atividades econômicas e sociais ligadas aos institutos.

Créditos: Bruno Alfano/ Extra

A Uerj manterá o calendário de vestibular, que começa no próximo dia 16. Neste ano, foram 39 mil inscrições — a menor procura da história da instituição. Em 2016, foram 82 mil candidatos.

Na última quinta-feira, uma assembleia docente decidiu que, caso o repasse financeiro não seja feito pelo Governo do Estado, o próximo semestre letivo não se iniciará.

— A assembleia de hoje foi de avaliação do semestre que está terminando. Ele nos exigiu um sacrifício pessoal de trabalhar sem salário. E também sacrifício da excelência acadêmica. Foi muito difícil trabalhar nessas condições. Não há a menor condição de começar no 1º de agosto se os salários não forem regularizados. Não temos mais de onde tirar dinheiro — afirmou Lia Rocha, presidente da Associação de Docentes da Uerj (Asduerj).

Os professores da Uerj ainda precisam receber os salários de maio, de junho, o 13º salário de 2016 e o restante do salário de abril. Eles só receberam R$ 2 mil desse mês.

— Teremos outra assembleia no dia 1º de agosto. Se os salários regularizarem, podemos reconsiderar a greve — avisa Lia.

O atual período da Uerj será finalizado em meados de julho. Na quarta-feira, reitores da Uerj, da Uezo e da Uenf divulgaram uma carta ressaltando as universidades não têm condições de iniciar as aulas do próximo semestre, caso não sejam quitados os salários atrasados dos servidores públicos.

Nesta semana, as instituições de ensino superior do estado fecham ainda o segundo semestre 2016 — retomado em abril depois da greve.

"É importante ressaltar que só será possível o término do atual semestre tendo em vista o comprometimento dos professores, quadro técnico e das empresas prestadoras de serviço. Logo, se medidas não forem tomadas, Uerj, Uenf e Uezo não terão como iniciar as aulas no próximo semestre", lê-se na mensagem de Ruy Garcia Marques, reitor da Uerj, Maria Cristina de Assis, da Uezo, e de Luis Passoni, da Uenf.

Na carta, endereçada ao secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social, Pedro Fernandes, os reitores ressaltam a importância da igualdade de tratamento entre todos os profissionais da educação do estado, em referência ao pagamento dos servidores da Secretaria de Educação.

Uma ação movida pela OAB-RJ obriga o governo a pagar os servidores da universidade na mesma data em que remunera os servidores da secretaria.

Na carta, os reitores querem garantir a quitação dos salários atrasados de todas as instituições vinculadas à Ciência e à Tecnologia — o 13º salário de 2016 e os vencimentos de abril, maio e junho.

Os reitores ressaltam que a quitação dos débitos é fundamental para a manutenção das atividades educacionais.

As paralisações geram, segundo eles, prejuízo direto a mais de 150 mil alunas da rede pública de ensino e às atividades econômicas e sociais ligadas aos institutos.

Créditos: Bruno Alfano/ Extra