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Precisamos falar sobre bullying

29 de Maio de 2017

O que é bullying? Como evitá-lo? Como ajudar alguém que esteja sofrendo com esse transtorno? Para responder todas essas perguntas, e a muitas outras sobre o assunto, a Oficina do Estudante realizou nesta segunda-feira (29) um evento com a coach Mariana Salomão - que já sofreu de bullying e deu a volta por cima. O bate-papo contou também com a psicóloga Priscila Gil Neto e com o professor de filosofia Juliano Martoni, ambos da Oficina.

“Bullying é uma agressão sistemática ao outro, com a ocorrência de pelo menos três episódios”, informa Priscila. E o que se pode fazer para evitá-lo? “Utilizar a empatia, colocando-se sempre no lugar do outro: eu gostaria que fizessem essa brincadeira comigo?”. Além das vítimas e dos agressores, há ainda um terceiro item envolvido: os espectadores, que precisam denunciar os casos, não se omitindo.

E como superar o bullying? Priscila lembra das histórias de quem já conseguiu fazê-lo, como o nadador Michael Phelps, que certa vez foi colocado em um sanitário para darem descarga.

“Quando sofria um novo episódio de bullying, ele focava cada vez mais naquilo que era bom, na natação, transformando algo negativo em positivo”, conta a psicóloga. Atualmente, Phelps é o recordista mundial de medalhas de ouro (oito) em uma única Olimpíada - feito que realizou em 2008 nos Jogos de Pequim, na China.

Aqui em Campinas, nós também temos pessoas que superaram esse transtorno. Uma delas é a coach Mariana Salomão, que, na adolescência, sofreu agressões verbais pelo corte de cabelo (era chamada de cogumelo), pelo sobrepeso e posteriormente por ser "metida", ao se tornar retraída devido ao medo de relacionar-se com os colegas.

Mariana chegou a ter o armário do colégio todo pichado e a tentar suicídio. “Mas, graças a Deus, não fui bem sucedida nessa tarefa”, afirma.

O começo da virada foi quando ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que a deixou com 5% de chances de sobreviver. “Foi aí que eu percebi a importância da vida e do quanto eu era importante, independentemente do que os outros achassem de mim”, declara.

Além disso, Mariana se deu conta que "é impossível agradar a todo mundo, o que inclusive é muito bom, porque denota que as pessoas possam ter gostos diferentes." Mas, o mais importante de tudo foi que ela percebeu que "o amor é o sentimento mais poderoso que existe", e que ele cura todas as feridas. “Parece clichê, mas é a pura verdade. E se você se lembrar de apenas uma coisa desse encontro, eu gostaria que você se lembrasse sempre disso: o amor é o que cura”.

Reversão

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS); e essa é a terceira causa de morte entre os jovens entre 20 a 24 anos.

O professor de filosofia da Oficina Juliano Martoni cita o pensador Bento Spinoza, lembrando que o suicida não quer morrer, mas se livrar da opressão, do sofrimento pelo qual está passando. Entretanto, Spinoza mesmo aponta o caminho: a saída é encontrar algo maior do que a tristeza, buscando novos afetos.

Martoni lembra ainda de Sartre, que faz a diferença entre o ser e o existir. Uma mesa existe, mas não tem consciência de si, e, por esse motivo, não pode escolher como quer ser. Diferente disso, o ser humano pode se conscientizar de si, escolhendo ser uma pessoa boa, desenvolvendo essas características, ou sendo um tirano, por exemplo.

Por isso, a psicóloga Priscila desafia os alunos: "sejam sempre solidários".

Bate-papo

Participaram do encontro alunos do Ensino Fundamental II e do Médio, em duas etapas, na Arena do colégio, que ficou lotada nas duas ocasiões.


O que é bullying? Como evitá-lo? Como ajudar alguém que esteja sofrendo com esse transtorno? Para responder todas essas perguntas, e a muitas outras sobre o assunto, a Oficina do Estudante realizou nesta segunda-feira (29) um evento com a coach Mariana Salomão - que já sofreu de bullying e deu a volta por cima. O bate-papo contou também com a psicóloga Priscila Gil Neto e com o professor de filosofia Juliano Martoni, ambos da Oficina.


“Bullying é uma agressão sistemática ao outro, com a ocorrência de pelo menos três episódios”, informa Priscila. E o que se pode fazer para evitá-lo? “Utilizar a empatia, colocando-se sempre no lugar do outro: eu gostaria que fizessem essa brincadeira comigo?”. Além das vítimas e dos agressores, há ainda um terceiro item envolvido: os espectadores, que precisam denunciar os casos, não se omitindo.


E como superar o bullying? Priscila lembra das histórias de quem já conseguiu fazê-lo, como o nadador Michael Phelps, que certa vez foi colocado em um sanitário para darem descarga.

“Quando sofria um novo episódio de bullying, ele focava cada vez mais naquilo que era bom, na natação, transformando algo negativo em positivo”, conta a psicóloga. Atualmente, Phelps é o recordista mundial de medalhas de ouro (oito) em uma única Olimpíada - feito que realizou em 2008 nos Jogos de Pequim, na China.

Aqui em Campinas, nós também temos pessoas que superaram esse transtorno. Uma delas é a coach Mariana Salomão, que, na adolescência, sofreu agressões verbais pelo corte de cabelo (era chamada de cogumelo), pelo sobrepeso e posteriormente por ser "metida", ao se tornar retraída devido ao medo de relacionar-se com os colegas.

Mariana chegou a ter o armário do colégio todo pichado e a tentar suicídio. “Mas, graças a Deus, não fui bem sucedida nessa tarefa”, afirma.

O começo da virada foi quando ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), que a deixou com 5% de chances de sobreviver. “Foi aí que eu percebi a importância da vida e do quanto eu era importante, independentemente do que os outros achassem de mim”, declara.

Além disso, Mariana se deu conta que "é impossível agradar a todo mundo, o que inclusive é muito bom, porque denota que as pessoas possam ter gostos diferentes." Mas, o mais importante de tudo foi que ela percebeu que "o amor é o sentimento mais poderoso que existe", e que ele cura todas as feridas. “Parece clichê, mas é a pura verdade. E se você se lembrar de apenas uma coisa desse encontro, eu gostaria que você se lembrasse sempre disso: o amor é o que cura”.

Reversão

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS); e essa é a terceira causa de morte entre os jovens entre 20 a 24 anos.

O professor de filosofia da Oficina Juliano Martoni cita o pensador Bento Spinoza, lembrando que o suicida não quer morrer, mas se livrar da opressão, do sofrimento pelo qual está passando. Entretanto, Spinoza mesmo aponta o caminho: a saída é encontrar algo maior do que a tristeza, buscando novos afetos.

Martoni lembra ainda de Sartre, que faz a diferença entre o ser e o existir. Uma mesa existe, mas não tem consciência de si, e, por esse motivo, não pode escolher como quer ser. Diferente disso, o ser humano pode se conscientizar de si, escolhendo ser uma pessoa boa, desenvolvendo essas características, ou sendo um tirano, por exemplo.

Por isso, a psicóloga Priscila desafia os alunos: "sejam sempre solidários".

Bate-papo

Participaram do encontro alunos do Ensino Fundamental II e do Médio, em duas etapas, na Arena do colégio, que ficou lotada nas duas ocasiões.