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Sobrevivente do holocausto palestra na Oficina

15 de Maio de 2017

A holandesa Nanette Blitz Konig, de 88 anos, é uma das poucas sobreviventes do nazi-facismo. É autora de "Eu sobrevivi ao Holocausto: um comovente relato das últimas amigas vivas de Anne Frank". Nanette mora no Brasil e ministrou uma palestra no sábado (13) para os alunos da Oficina do Estudante em Campinas e para toda a comunidade interessada. Após a explanação, respondeu perguntas dos alunos.

Quando questionada por que fala sobre o assunto, afirmou: “tenho obrigação para que isso nunca mais aconteça. Não basta dizer nunca mais. O preço da liberdade é a eterna vigilância".

Nanette foi levada pelos nazistas ao campo de concentração Bergen-Bels, no começo da década de 1940. Os pais e o irmão mais novo morreram nas mãos dos nazistas.

Ela era colega de classe da escritora germano-holandesa, Anne Frank, autora de “O Diário de Anne Frank”, e esteve com a amiga um mês antes de Anne morrer. Encontrou-a cadavérica, em 1945, enrolada em um cobertor.

Anne tremia de frio e estava envolta em um cobertor porque não aguentava mais o cheiro de suas roupas, lotadas de piolhos. “Devido à situação que estávamos vivendo, éramos muito unidas”, declarou Nanette, quando questionada sobre Anne.

Contou também que tinha muito medo dos cachorros que eram treinados para matar, e lembrou de certa vez quando um guarda apontou uma arma para ela, dizendo que iria matá-la. “Eu disse que tudo bem só para tirar o prazer dele. Sobrevivi devido à indiferença”.

Nanette sobreviveu com 30 kg e foi para um sanatório, onde morou por três anos. Quando questionada se havia pensado em desistir - em meio a tanto sofrimento - afirmou: “nunca; a vida é uma só, e eu queria viver”.

A holandesa veio a Campinas participar do projeto “Memórias do Holocausto”, que é promovido pela Oficina. A iniciativa já trouxe para o colégio o polonês naturalizado brasileiro, Aleksander Henryk Laks (1926 – 2015), autor das obras “O Sobrevivente - Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz” e “Mengele me condenou a viver”.

Genocídio

O holocausto foi o assassinato em massa promovido por Adolf Hitler (1889 – 1945), sobretudo ao povo judeu. A perseguição foi posta em prática com base na ideologia nazista de que a Alemanha deveria ser composta por seres superiores, os descendentes dos arianos. De acordo com etnólogos, esse grupo étnico tinha pele clara e deu origem à civilização europeia.

A fim de eliminar todas as ‘impurezas’, Hitler mandava todos os que não considerava "puros" para campos de concentração (onde os prisioneiros realizavam trabalhos escravos) e/ou para os campos de extermínio (onde eram mortos, geralmente em câmaras de gás).

Em 1933, nove milhões de judeus viviam na Europa; 12 anos depois, em 1945, quando a Segunda Guerra Mundial acabou, dois em cada três deles tinham sido mortos pelos nazistas.


A holandesa Nanette Blitz Konig, de 88 anos, é uma das poucas sobreviventes do nazi-facismo. É autora de "Eu sobrevivi ao Holocausto: um comovente relato das últimas amigas vivas de Anne Frank". Nanette mora no Brasil e ministrou uma palestra no sábado (13) para os alunos da Oficina do Estudante em Campinas e para toda a comunidade interessada. Após a explanação, respondeu perguntas dos alunos.


Quando questionada por que fala sobre o assunto, afirmou: “tenho obrigação para que isso nunca mais aconteça. Não basta dizer nunca mais. O preço da liberdade é a eterna vigilância".

Nanette foi levada pelos nazistas ao campo de concentração Bergen-Bels, no começo da década de 1940. Os pais e o irmão mais novo morreram nas mãos dos nazistas.


Ela era colega de classe da escritora germano-holandesa, Anne Frank, autora de “O Diário de Anne Frank”, e esteve com a amiga um mês antes de Anne morrer. Encontrou-a cadavérica, em 1945, enrolada em um cobertor.

Anne tremia de frio e estava envolta em um cobertor porque não aguentava mais o cheiro de suas roupas, lotadas de piolhos. “Devido à situação que estávamos vivendo, éramos muito unidas”, declarou Nanette, quando questionada sobre Anne.

Contou também que tinha muito medo dos cachorros que eram treinados para matar, e lembrou de certa vez quando um guarda apontou uma arma para ela, dizendo que iria matá-la. “Eu disse que tudo bem só para tirar o prazer dele. Sobrevivi devido à indiferença”.

Nanette sobreviveu com 30 kg e foi para um sanatório, onde morou por três anos. Quando questionada se havia pensado em desistir - em meio a tanto sofrimento - afirmou: “nunca; a vida é uma só, e eu queria viver”.

A holandesa veio a Campinas participar do projeto “Memórias do Holocausto”, que é promovido pela Oficina. A iniciativa já trouxe para o colégio o polonês naturalizado brasileiro, Aleksander Henryk Laks (1926 – 2015), autor das obras “O Sobrevivente - Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz” e “Mengele me condenou a viver”.

Genocídio

O holocausto foi o assassinato em massa promovido por Adolf Hitler (1889 – 1945), sobretudo ao povo judeu. A perseguição foi posta em prática com base na ideologia nazista de que a Alemanha deveria ser composta por seres superiores, os descendentes dos arianos. De acordo com etnólogos, esse grupo étnico tinha pele clara e deu origem à civilização europeia.

A fim de eliminar todas as ‘impurezas’, Hitler mandava todos os que não considerava "puros" para campos de concentração (onde os prisioneiros realizavam trabalhos escravos) e/ou para os campos de extermínio (onde eram mortos, geralmente em câmaras de gás).

Em 1933, nove milhões de judeus viviam na Europa; 12 anos depois, em 1945, quando a Segunda Guerra Mundial acabou, dois em cada três deles tinham sido mortos pelos nazistas.