Orientação Vocacional

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Conversas Necessárias

08 de Setembro de 2011

Realizei uma palestra na última semana, para pais e professores, e me deparei com algo que é presente na sociedade atual e que deve ser trabalhado, melhor, por todos nós.

Muitos pais se queixam nesta fase em que os filhos estão à pré-vestibular ou ao término do ensino médio; da dificuldade de conversar com os mesmos pela indisponibilidade real de tempo para troca de ideias.

Todavia, parece evidente pelo menos para mim, que essa prática deva ser desenvolvida na família desde sempre, e não apenas em uma fase ao término do ensino médio. Esta fase deve ser aprimorada.

Estamos diante de uma nova geração, a chamada Geração Z, segundo alguns especialistas, caracterizada pela impaciência, ansiedade e uma intimidade muito alta com tecnologias de todo tipo, o que lhes favorece a fazer várias coisas ao mesmo tempo e, preferindo, a uma comunicação mais instantânea e nem sempre pessoal.

Assim como a Geração Y que os antecede, eles não têm uma maturidade (considerada natural) para lidar plenamente com o momento atual, que se caracteriza pelos impasses, dúvidas e incertezas, o que os fazem recolherem-se ainda mais.

Para a faixa etária dos pais desses estudantes que denominamos geração X (na sua maioria), eles têm como oportunidade de desenvolvimento entender ainda mais as diferenças individuais e tornarem-se ainda mais presentes para esses jovens, que como nós, estão passando pelos primeiros dilemas da vida que é: qual o caminho a seguir?

Hoje, o cenário que esses estudantes têm, mesmo com todas as oportunidades, não pode ser considerado fácil, são vários os estímulos de toda parte e diante da criação de novos cursos, com um país em expansão e “apimentado” com dúvidas constantes (que os pais conhecem, pois já passaram por ela). Considero muito mais difícil a época desses pais em escolher a profissão, pois eles devem lembrar o número dos cursos que eram ofertados e que não passava dos 30 e, atualmente, estamos ultrapassando a marca dos 220.

Voltando ao tema desse artigo e falando para a Geração Z: o momento é esse mesmo e, conversar é necessário mesmo você tendo dúvidas ou não tendo tanta familiaridade com isso.

Escolha um amigo, um parente que você se relacione melhor, enfim, divida esse momento com alguém, vai lhe fazer muito bem.

Aos pais e responsáveis por esses jovens, sejam firmes, pois sabemos ainda muito pouco sobre essa geração, mas com a certeza de que terão muitos desafios ainda e que tê-los por perto e sempre presentes vai fazer toda a diferença!

Até a próxima!

________________________________________________________

Daniela Leluddak é orientadora de carreira, palestrante, consultora e coach. Atua no mercado nacional e internacional e tem como foco na carreira profissional o desenvolvimento de pessoas. É presidente da Caddan Brasil, uma associação civil de interesse publico, especializada na Orientação de Carreira. Para contato: daniela@caddan.org.br / www.caddanbrasil.org.br

Realizei uma palestra na última semana, para pais e professores, e me deparei com algo que é presente na sociedade atual e que deve ser trabalhado, melhor, por todos nós.

Muitos pais se queixam nesta fase em que os filhos estão à pré-vestibular ou ao término do ensino médio; da dificuldade de conversar com os mesmos pela indisponibilidade real de tempo para troca de ideias.

Todavia, parece evidente pelo menos para mim, que essa prática deva ser desenvolvida na família desde sempre, e não apenas em uma fase ao término do ensino médio. Esta fase deve ser aprimorada.

Estamos diante de uma nova geração, a chamada Geração Z, segundo alguns especialistas, caracterizada pela impaciência, ansiedade e uma intimidade muito alta com tecnologias de todo tipo, o que lhes favorece a fazer várias coisas ao mesmo tempo e, preferindo, a uma comunicação mais instantânea e nem sempre pessoal.

Assim como a Geração Y que os antecede, eles não têm uma maturidade (considerada natural) para lidar plenamente com o momento atual, que se caracteriza pelos impasses, dúvidas e incertezas, o que os fazem recolherem-se ainda mais.

Para a faixa etária dos pais desses estudantes que denominamos geração X (na sua maioria), eles têm como oportunidade de desenvolvimento entender ainda mais as diferenças individuais e tornarem-se ainda mais presentes para esses jovens, que como nós, estão passando pelos primeiros dilemas da vida que é: qual o caminho a seguir?

Hoje, o cenário que esses estudantes têm, mesmo com todas as oportunidades, não pode ser considerado fácil, são vários os estímulos de toda parte e diante da criação de novos cursos, com um país em expansão e “apimentado” com dúvidas constantes (que os pais conhecem, pois já passaram por ela). Considero muito mais difícil a época desses pais em escolher a profissão, pois eles devem lembrar o número dos cursos que eram ofertados e que não passava dos 30 e, atualmente, estamos ultrapassando a marca dos 220.

Voltando ao tema desse artigo e falando para a Geração Z: o momento é esse mesmo e, conversar é necessário mesmo você tendo dúvidas ou não tendo tanta familiaridade com isso.

Escolha um amigo, um parente que você se relacione melhor, enfim, divida esse momento com alguém, vai lhe fazer muito bem.

Aos pais e responsáveis por esses jovens, sejam firmes, pois sabemos ainda muito pouco sobre essa geração, mas com a certeza de que terão muitos desafios ainda e que tê-los por perto e sempre presentes vai fazer toda a diferença!

Até a próxima!

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Daniela Leluddak é orientadora de carreira, palestrante, consultora e coach. Atua no mercado nacional e internacional e tem como foco na carreira profissional o desenvolvimento de pessoas. É presidente da Caddan Brasil, uma associação civil de interesse publico, especializada na Orientação de Carreira. Para contato: daniela@caddan.org.br / www.caddanbrasil.org.br