Orientação Vocacional

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Eu tenho que...

11 de Maio de 2012

Você já parou pra pensar em quantas coisas você “tem que” ao longo do dia? “Tenho que acordar cedo”, “tenho que me alimentar bem”, “tenho que colocar meu celular pra carregar”, “tenho que fazer exercícios físicos”, “tenho que checar meus e-mails”, “tenho que dar uma olhadinha no Face”, “tenho que ir bem na escola”, “tenho que ir no aniversário da minha tia”, “tenho que ir no supermercado”, “tenho que pagar minhas contas em dia”... Resumindo: é “tenho que” que não acaba mais!

 

“Ter que” implica uma obrigação, ou seja, algo que não pode deixar de ser feito. Mas, se mesmo assim, você não fizer, certamente haverá consequências: se não colocar o celular para carregar a bateria, ele não poderá ser usado. Assim acontece com as leis, que ditam regras de convivência social, deixando claras as implicações de seu não seguimento.

 

Nesse sentido, já percebeu que você também tem algumas “leis” próprias? Alguns “tenho que” são só seus,sendo que outras pessoas não necessariamente se submetem a elas – e muitas vezes nem concordam! São coisas que acreditamos que temos que fazer, do ponto de vista psicológico ou social, e sobre as quais também temos crenças de, se não agirmos daquela forma, haverá consequências. Essas crenças são formadas ao longo da vida, desde as primeiras interações, quando você ainda era um bebê. Você aprende ao longo de toda a vida que você tem que fazer algumas coisas: “tenho que ser competente”, “tenho que ser o melhor sempre”, “tenho que estudar mais para passar na Federal”, “tenho que ir bem em todas as provas”, “tenho que me preparar para o vestibular/ENEM”, “tenho que agradar meus pais”, “tenho que me esforçar mais”. Talvez nem o Superman, quiçá os Vingadores, todos juntos, conseguiriam “ter que ser” tantas coisas assim ao mesmo tempo!

 

O problema desses “tenho que” é que eles são inflexíveis, rígidos na maioria das vezes, e fica difícil lidar com a situação quando algo não sai como o esperado. A gente espera que vai ser o melhor, mas nem sempre dá. A gente tem certeza de que é competente, e às vezes vai mal na prova.

 

É claro que em relação à escolha profissional também existem vários “tenho que”: “tenho que escolher minha profissão aos 17 anos”, “tenho que entrar na universidade imediatamente após o ensino médio”, “tenho que começar uma pós tão logo acabe a graduação”, “tenho que escolher uma profissão na qual eu seja feliz e rico”, “tenho que escolher uma profissão que esteja em alta no mercado”, “tenho que escolher uma profissão bem vista pela sociedade”... Você consegue pensar outras? (não se preocupe, aqui você não tem que!).

 

Mas, é bom saber que, embora rígidas e inflexíveis, tais crenças do tipo “tenho que” não necessariamente são verdades. Uma boa forma de testar isso na realidade é questionando-as, todas as vezes que aparecerem: “será que eu tenho que...?”.

 

 

Rodolfo A. M. Ambiel
Psicólogo - CRP 06/96708

Orientação Profissional e de Carreira

Atendimento em Campinas, Valinhos e Itatiba

Telefones: (19) 9296-1443 / (11) 9822-2211

Blog: www.decisoesprofissionais.blogspot.com

E-mail: ambielram@gmail.com
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5057292997836738


 


Você já parou pra pensar em quantas coisas você “tem que” ao longo do dia? “Tenho que acordar cedo”, “tenho que me alimentar bem”, “tenho que colocar meu celular pra carregar”, “tenho que fazer exercícios físicos”, “tenho que checar meus e-mails”, “tenho que dar uma olhadinha no Face”, “tenho que ir bem na escola”, “tenho que ir no aniversário da minha tia”, “tenho que ir no supermercado”, “tenho que pagar minhas contas em dia”... Resumindo: é “tenho que” que não acaba mais!

 

“Ter que” implica uma obrigação, ou seja, algo que não pode deixar de ser feito. Mas, se mesmo assim, você não fizer, certamente haverá consequências: se não colocar o celular para carregar a bateria, ele não poderá ser usado. Assim acontece com as leis, que ditam regras de convivência social, deixando claras as implicações de seu não seguimento.

 

Nesse sentido, já percebeu que você também tem algumas “leis” próprias? Alguns “tenho que” são só seus,sendo que outras pessoas não necessariamente se submetem a elas – e muitas vezes nem concordam! São coisas que acreditamos que temos que fazer, do ponto de vista psicológico ou social, e sobre as quais também temos crenças de, se não agirmos daquela forma, haverá consequências. Essas crenças são formadas ao longo da vida, desde as primeiras interações, quando você ainda era um bebê. Você aprende ao longo de toda a vida que você tem que fazer algumas coisas: “tenho que ser competente”, “tenho que ser o melhor sempre”, “tenho que estudar mais para passar na Federal”, “tenho que ir bem em todas as provas”, “tenho que me preparar para o vestibular/ENEM”, “tenho que agradar meus pais”, “tenho que me esforçar mais”. Talvez nem o Superman, quiçá os Vingadores, todos juntos, conseguiriam “ter que ser” tantas coisas assim ao mesmo tempo!

 

O problema desses “tenho que” é que eles são inflexíveis, rígidos na maioria das vezes, e fica difícil lidar com a situação quando algo não sai como o esperado. A gente espera que vai ser o melhor, mas nem sempre dá. A gente tem certeza de que é competente, e às vezes vai mal na prova.

 

É claro que em relação à escolha profissional também existem vários “tenho que”: “tenho que escolher minha profissão aos 17 anos”, “tenho que entrar na universidade imediatamente após o ensino médio”, “tenho que começar uma pós tão logo acabe a graduação”, “tenho que escolher uma profissão na qual eu seja feliz e rico”, “tenho que escolher uma profissão que esteja em alta no mercado”, “tenho que escolher uma profissão bem vista pela sociedade”... Você consegue pensar outras? (não se preocupe, aqui você não tem que!).

 

Mas, é bom saber que, embora rígidas e inflexíveis, tais crenças do tipo “tenho que” não necessariamente são verdades. Uma boa forma de testar isso na realidade é questionando-as, todas as vezes que aparecerem: “será que eu tenho que...?”.

 

 

Rodolfo A. M. Ambiel
Psicólogo - CRP 06/96708

Orientação Profissional e de Carreira

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Telefones: (19) 9296-1443 / (11) 9822-2211

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