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Orientação Vocacional

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Você tem medo de que?

17 de Agosto de 2012

Recentemente, eu atendi uma garota de 16 anos, em um processo de orientação profissional, que me disse algo que me deixou intrigado. Já no final do processo, ela me contou que muitos colegas dela, também estudantes do último ano do ensino médio, tinham vontade de passar por uma orientação profissional, mas tinham “medo de mudar de ideia”.

Daí, é possível chegar a, no mínimo, duas conclusões (o leitor deve ficar a vontade para chegar a outras!). Primeira: mudar de ideia pode ser desconfortável para algumas pessoas (geralmente a gente não sente medo do que é fácil). Segunda: há alguns mitos a respeito da orientação profissional.

Sobre esses mitos, um bastante conhecido é em relação ao “teste vocacional”. Certamente você já ouviu falar sobre isso – e possivelmente até já tenha feito algum, na internet ou mesmo em papel. Muita gente ainda associa um teste a uma bola de cristal, atribuindo-o um poder que ele, obviamente, não tem. Por conta disso, é muito comum se ouvir coisas do tipo “no meu teste deu que eu vou para ciências humanas, mas isso não tem nada a ver comigo”, ou “o teste deu que eu gosto de exatas, mas eu vou tão mal em matemática”. Às vezes, até acontece de alguém dizer “meu teste deu certinho!”.

De fato, o que acontece, é que os ditos “testes vocacionais” são instrumentos de avaliação de interesses profissionais, ou seja, das atividades profissionais que você gosta ou gostaria de aprender, aquelas que “tanto faz”, e aquelas outras que você prefere nem passar perto. Esses testes fornecem informações valiosas para um psicólogo que esteja conduzindo um processo de orientação profissional, uma vez que, nem de longe, esse processo se resume à aplicação dos testes: é uma parte importante, mas apenas uma das partes, que ajuda o profissional a dar um “norte” ao processo, especialmente ao promover uma boa discussão sobre autoconhecimento do jovem que está ali.

Bom, e o que isso tem a ver com o medo de mudar de ideia?

Algumas vezes, sem a gente perceber, formamos opiniões que não são 100% nossas. Na verdade, provavelmente a maioria de nossas opiniões são influenciadas em alguma medida por outras pessoas: pais, amigos, escola, partido político, religião, comentarista esportivo e por aí vai. E isso não é ruim, é uma questão dialética: ainda que alguém fale alguma besteira muito grande (tese), que você não concorde de jeito nenhum (antítese), o fato é que sua reflexão foi estimulada pela ideia original. E, às vezes, essa influência pode até ser mais direta; à vezes, imposta. Por isso, o medo de mudar de ideia pode estar relacionado a um sentimento de decepção: a si mesmo e aos outros.

Quando alguém se submete a um processo de orientação profissional, cujo um dos focos principais é promover o autoconhecimento, é inevitável que entre em contato com algumas coisas sobre si mesmo que talvez nunca tenha parado para pensar. É inevitável que não se surpreenda algumas vezes ou, até mesmo, que se decepcione. É inevitável que, ainda que não mude de ideia, pelo menos fique em dúvida e questione algumas “verdades”, que pareciam inquestionáveis.

A escolha de uma profissão é algo sério que, embora não precise ser eterna, vai exigir um grande esforço e algum investimento – emocional e financeiro. Enfrentar os medos e mudar de ideia, na hora certa e com o devido apoio, talvez não seja um mau negócio.



Rodolfo A. M. Ambiel

Psicólogo – CRP 06/96708

Atendimentos em Campinas e Itatiba.

Em Campinas: Rua Reverendo Eduardo Lane, 186, Jardim Brasil (paralela à Avenida Brasil).

Telefones: (19) 9296-1443 / (11) 9822-2211

Blog: www.decisoesprofissionais.blogspot.br

Facebook: www.facebook.com/rodolfoambiel

E-mail: ambielram@gmail.com

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5057292997836738


Recentemente, eu atendi uma garota de 16 anos, em um processo de orientação profissional, que me disse algo que me deixou intrigado. Já no final do processo, ela me contou que muitos colegas dela, também estudantes do último ano do ensino médio, tinham vontade de passar por uma orientação profissional, mas tinham “medo de mudar de ideia”.

Daí, é possível chegar a, no mínimo, duas conclusões (o leitor deve ficar a vontade para chegar a outras!). Primeira: mudar de ideia pode ser desconfortável para algumas pessoas (geralmente a gente não sente medo do que é fácil). Segunda: há alguns mitos a respeito da orientação profissional.

Sobre esses mitos, um bastante conhecido é em relação ao “teste vocacional”. Certamente você já ouviu falar sobre isso – e possivelmente até já tenha feito algum, na internet ou mesmo em papel. Muita gente ainda associa um teste a uma bola de cristal, atribuindo-o um poder que ele, obviamente, não tem. Por conta disso, é muito comum se ouvir coisas do tipo “no meu teste deu que eu vou para ciências humanas, mas isso não tem nada a ver comigo”, ou “o teste deu que eu gosto de exatas, mas eu vou tão mal em matemática”. Às vezes, até acontece de alguém dizer “meu teste deu certinho!”.


De fato, o que acontece, é que os ditos “testes vocacionais” são instrumentos de avaliação de interesses profissionais, ou seja, das atividades profissionais que você gosta ou gostaria de aprender, aquelas que “tanto faz”, e aquelas outras que você prefere nem passar perto. Esses testes fornecem informações valiosas para um psicólogo que esteja conduzindo um processo de orientação profissional, uma vez que, nem de longe, esse processo se resume à aplicação dos testes: é uma parte importante, mas apenas uma das partes, que ajuda o profissional a dar um “norte” ao processo, especialmente ao promover uma boa discussão sobre autoconhecimento do jovem que está ali.

Bom, e o que isso tem a ver com o medo de mudar de ideia?

Algumas vezes, sem a gente perceber, formamos opiniões que não são 100% nossas. Na verdade, provavelmente a maioria de nossas opiniões são influenciadas em alguma medida por outras pessoas: pais, amigos, escola, partido político, religião, comentarista esportivo e por aí vai. E isso não é ruim, é uma questão dialética: ainda que alguém fale alguma besteira muito grande (tese), que você não concorde de jeito nenhum (antítese), o fato é que sua reflexão foi estimulada pela ideia original. E, às vezes, essa influência pode até ser mais direta; à vezes, imposta. Por isso, o medo de mudar de ideia pode estar relacionado a um sentimento de decepção: a si mesmo e aos outros.


Quando alguém se submete a um processo de orientação profissional, cujo um dos focos principais é promover o autoconhecimento, é inevitável que entre em contato com algumas coisas sobre si mesmo que talvez nunca tenha parado para pensar. É inevitável que não se surpreenda algumas vezes ou, até mesmo, que se decepcione. É inevitável que, ainda que não mude de ideia, pelo menos fique em dúvida e questione algumas “verdades”, que pareciam inquestionáveis.

A escolha de uma profissão é algo sério que, embora não precise ser eterna, vai exigir um grande esforço e algum investimento – emocional e financeiro. Enfrentar os medos e mudar de ideia, na hora certa e com o devido apoio, talvez não seja um mau negócio.



Rodolfo A. M. Ambiel

Psicólogo – CRP 06/96708

Atendimentos em Campinas e Itatiba.

Em Campinas: Rua Reverendo Eduardo Lane, 186, Jardim Brasil (paralela à Avenida Brasil).

Telefones: (19) 9296-1443 / (11) 9822-2211

Blog: www.decisoesprofissionais.blogspot.br

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Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5057292997836738

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