Caros amigos, hoje vamos falar sobre a busca pelo aprimoramento. Recebi no meu escritório um executivo de, mais ou menos, seus 52 anos, casado, pai de dois filhos, sua esposa trabalhava na área de marketing de uma empresa de aluguel de equipamentos para grandes eventos e ele diretor de projetos de uma empresa na área de construção civil.
O motivo pelo qual ele nos procurou foi pelo fato de acreditar que o filho mais velho, que tinha terminado a faculdade de engenharia em 2008, ainda não se sentia pronto ou capaz de assumir um grande projeto. O pai falava que o filho mostrava traços de insegurança, dúvidas e, por vezes, se desinteressava do trabalho já que se sentia incapaz de entender variáveis de trabalho desconhecidas por ele. Ouvi, pacientemente, o pai e a coisa mais coesa a ser feita era chamar o filho para conversar, haja vista ser o jovem o foco da nossa discussão.
Duas semanas depois me encontrei com o jovem, que parecia ter um perfil bem diferente do que o pai me passara anteriormente. O garoto tinha idéias, era esperto, claro que estava dando seus primeiros passos para a vida profissional, mas bem assertivo em suas colocações, até que chegamos numa discussão sobre novos conhecimentos. Ao falarmos sobre isso, o jovem tomou outra postura. “Acabei de sair da faculdade, acho que o que eu deveria saber para entrar no mercado e ficar um bom tempo eu já tenho. Acontece que os projetos que eu vejo no mercado são um pouco diferentes dos que encontrava na faculdade. Os prazos são outros, as negociações são diferentes. Acho que eu aprendi uma parte do trabalho a outra a faculdade ficou me devendo”, disse o jovem engenheiro.
Bom...ao longo de nossa conversa o jovem ficava cada vez mais impaciente com as coisas que ele dizia não ter visto na faculdade, mas que existiam no trabalho e achava um absurdo os professores terem pulado alguns itens e informações tão importantes como essas. Pois é, infelizmente esta situação é mais comum do que deveria ser. Recebo e-mails todas as semanas de profissionais de todo o Brasil e uma boa parte dos e-mails de jovens relatam a sensação que ainda não estão prontos, ou que “na prática, a teoria é bem diferente” do que aprenderam na faculdade.
Neste caso tenho uma boa e uma má noticia. Comecemos com a má. A verdade meus amigos é que as faculdades não terão TODAS as respostas e o papel delas não é esse. Um indivíduo quando vai a uma faculdade deve entender que receberá a formação com ferramentas, informações, deveres e condutas que regem a sua área de formação, mas o dia a dia só acontece no próprio dia a dia. boa notícia é que isso faz com que tenhamos a própria seleção do mercado, ou seja, é preciso entender que você é realmente o agente de transformação da sua profissão, sim. Entender que a faculdade não é a escada, mas somente mais um degrau no seu processo de crescimento. Entenda seu papel e cumpra-o ativamente!
O que aconteceu com o jovem da nossa história é que ele entendeu que a faculdade seria o fim do processo, que a partir dela teria todas as respostas e não precisaria buscar mais nenhum tipo de informação!
A busca pelo aperfeiçoamento é constante, aprender e adaptar as coisas ao seu jeito, ao seu modo, utilizando suas habilidades e dons, é aí que você consegue fazer TODA a diferença na vida profissional. Mas lembre-se: não são os mais informados que sempre ganham, e sim os que conseguem transformar esse conhecimento, seja pouco ou muito, em ação, em produtos ou serviços que as pessoas percebam valor.
Algumas dicas para aprimorar seu conhecimento:
•Estabeleça bons contatos com os professores que admira e acredita que possam lhe auxiliar neste processo de aperfeiçoamento;
•Conheça profissionais na área em que quer atuar e relacione-se com eles;
•Escreva para canais focados como revistas, jornais e sites especializados. Tirar dúvidas com quem está atuando no mercado é sempre melhor;
•Participe de fóruns, palestras e grupos de relacionamento;
•Participe de grupos de trabalhos voluntários, este tipo de trabalho abre nossas mentes e criatividade para soluções ao próximo;
•Faça um curso de línguas! Sempre achei que isso era papo de quem queria vender curso, até o dia que fui chamado para fazer um treinamento para profissionais de três países diferentes. Esteja preparado!
•Tenha uma religião e pratique-a, qualquer uma, desde que esteja de acordo com seus valores pessoais, seja moral e ética, e esteja em conexão com seus ideais de vida. Está comprovado que pessoas que possuem religião estão mais preparadas para os aprendizados e situações adversas.
Entenda o seguinte: buscar o aperfeiçoamento, não significa ficar a vida toda dentro de uma escola e sim fazer com que as coisas do seu dia a dia possam virar uma experiência positiva para ser levada ao seu processo de desenvolvimento profissional. Essa é o pulo do gato!
Entre em contato, sugira seu tema, envie sua dúvida sobre carreira, mercado de trabalho pelo e-mail: marcos.tonin@apoema.com
Um grande abraço e até nosso próximo encontro.
Marcos Tonin
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*Marcos Tonin é consultor de carreira e diretor da Apoema Inteligência em Pessoas. Com formação em Relações Públicas e especialização em coaching internacional, Tonin já fez trabalhos com empresas de grande porte como Tigre, Proctle e Gamble, Banco Nossa Caixa e Claro. Constantemente concede entrevistas aos veículos de comunicação dos mais diversos segmentos, como as revistas Você S.A e Carreira e Negócios, rádio Band News Fm e TVs BAND e EPTV. Desde janeiro de 2010, Tonin é colunista convidado do site da Oficina do Estudante. |