Tira Dúvidas

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Copa de 1978

08 de Julho de 2010

É verdade que a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina, foi “armada” para que os donos da casa a ganhassem?

A pergunta do Eduardo B. Maranhão é interessante e típica dos contextos de Copa do Mundo.
Bem Eduardo, nunca ficou comprovada qualquer armação para favorecer a equipe Argentina no mundial de 1978. Contudo, o contexto histórico do país reforça essa tese. A Argentina era governada pelo General Jorge Videla e vivia um dos períodos de maior repressão de sua história – para termos uma vaga idéia da violência contra os opositores, empregada durante a ditadura militar argentina, calcula-se que 30 mil pessoas foram assassinadas e outras 500 mil foram presas e/ou exiladas.

Assim, uma competição internacional, do porte de uma Copa do Mundo, com a vitória dos argentinos, tinha tudo para garantir mais popularidade àquele regime de exceção, a partir, por exemplo, da ampla exploração dos sentimentos nacionais, vinculando-os diretamente ao governo do general Videla. Em outras palavras, o sentimento de pertencimento à nação, reforçado em cada argentino por conta do sucesso no futebol, acabou associado de forma inequívoca ao governo vigente – ser argentino era ser partidário do governo sanguinário dos militares. Procedimento, infelizmente, bastante comum em ditaduras ou em governos que usam algum grau de repressão para com os meios de comunicação e com relação aos opositores.
Além disso, o jogo contra o Peru, que classificou a equipe argentina para a final, ficou marcado pela suspeita – os argentinos golearam os peruanos, vencendo por um placar de 6 a 0; resultado que classificou os donos da casa pelo saldo de gols, deixando a equipe brasileira fora da final, mesmo sem ter perdido um jogo (os argentinos, na primeira fase, foram derrotados pela Itália por 1 a 0). O goleiro da seleção peruana era nascido na Argentina e foi acusado de facilitar a vida dos atacantes argentinos.

Na final, contra a Holanda, os argentinos se aproveitaram da torcida favorável, levaram ao jogo à prorrogação e venceram por 1 a 0.
Mesmo sem nunca podermos comprovar a armação na copa de 1978, o 1º título mundial de nossos maiores rivais sempre ficará sob suspeita – afinal, como diz o velho ditado, “não basta à mulher de César ser honesta; ela deve parecer honesta.”

Resposta: Prof. Célio R. Tasinafo

www.oficinadoestudante.com.br


É verdade que a Copa do Mundo de 1978, realizada na Argentina, foi “armada” para que os donos da casa a ganhassem?

A pergunta do Eduardo B. Maranhão é interessante e típica dos contextos de Copa do Mundo.
Bem Eduardo, nunca ficou comprovada qualquer armação para favorecer a equipe Argentina no mundial de 1978. Contudo, o contexto histórico do país reforça essa tese. A Argentina era governada pelo General Jorge Videla e vivia um dos períodos de maior repressão de sua história – para termos uma vaga idéia da violência contra os opositores, empregada durante a ditadura militar argentina, calcula-se que 30 mil pessoas foram assassinadas e outras 500 mil foram presas e/ou exiladas.


Assim, uma competição internacional, do porte de uma Copa do Mundo, com a vitória dos argentinos, tinha tudo para garantir mais popularidade àquele regime de exceção, a partir, por exemplo, da ampla exploração dos sentimentos nacionais, vinculando-os diretamente ao governo do general Videla. Em outras palavras, o sentimento de pertencimento à nação, reforçado em cada argentino por conta do sucesso no futebol, acabou associado de forma inequívoca ao governo vigente – ser argentino era ser partidário do governo sanguinário dos militares. Procedimento, infelizmente, bastante comum em ditaduras ou em governos que usam algum grau de repressão para com os meios de comunicação e com relação aos opositores.
Além disso, o jogo contra o Peru, que classificou a equipe argentina para a final, ficou marcado pela suspeita – os argentinos golearam os peruanos, vencendo por um placar de 6 a 0; resultado que classificou os donos da casa pelo saldo de gols, deixando a equipe brasileira fora da final, mesmo sem ter perdido um jogo (os argentinos, na primeira fase, foram derrotados pela Itália por 1 a 0). O goleiro da seleção peruana era nascido na Argentina e foi acusado de facilitar a vida dos atacantes argentinos.


Na final, contra a Holanda, os argentinos se aproveitaram da torcida favorável, levaram ao jogo à prorrogação e venceram por 1 a 0.
Mesmo sem nunca podermos comprovar a armação na copa de 1978, o 1º título mundial de nossos maiores rivais sempre ficará sob suspeita – afinal, como diz o velho ditado, “não basta à mulher de César ser honesta; ela deve parecer honesta.”

Resposta: Prof. Célio R. Tasinafo

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