Tira Dúvidas

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Movimento Constitucionalista de 1932

08 de Julho de 2010

Por que 9 de julho é feriado apenas no Estado de São Paulo?

A pergunta de Daniela P. Nogueira, de Jaguariúna, é bastante interessante, já que está relacionada ao significado de datas comemorativas, cujos significados relacionamos sempre a feriados.

Pouca gente se lembra do motivo pelo qual 9 de julho é feriado no estado de São Paulo. Na verdade, a data corresponde ao início, em 1932, do movimento armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Em linhas gerais, os paulistas desejavam a derrubada de Vargas que governava o país desde 1930, sem uma constituição.


O movimento durou 87 dias e teve como resultado oficial mais de 900 mortos (estatísticas não oficiais, todavia, apontam para mais de 2.000 mortos).

Existem duas interpretações básicas predominantes sobre o movimento de 1932:

1ª interpretação: é a getulista, insiste na ilegitimidade do movimento, caracterizando-o como revanchista e comandado pelos oligarcas paulistas depostos pela revolução de 1930, que derrubou o presidente Washington Luis e impediu a posse na presidência do ex-governador paulista Julio Prestes.

2ª interpretação: é a paulista, insiste no fato de que Vargas governava o país de forma ditatorial, sem constituição. Os paulistas, portanto, lutavam pela democracia e pela retomada da legalidade.

Em ambas as interpretações, o que sobressai é a idéia de que os paulistas tinham um projeto monolítico – oligárquico ou democrático. Visão que vem sendo bastante problematizada pelos historiadores atuais (cf. por exemplo, o livro de Marco Antonio Villa, 1932 – Imagens de uma Revolução).


www.oficinadoestudante.com.br


Por que 9 de julho é feriado apenas no Estado de São Paulo?

A pergunta de Daniela P. Nogueira, de Jaguariúna, é bastante interessante, já que está relacionada ao significado de datas comemorativas, cujos significados relacionamos sempre a feriados.


Pouca gente se lembra do motivo pelo qual 9 de julho é feriado no estado de São Paulo. Na verdade, a data corresponde ao início, em 1932, do movimento armado contra o governo provisório de Getúlio Vargas. Em linhas gerais, os paulistas desejavam a derrubada de Vargas que governava o país desde 1930, sem uma constituição.


O movimento durou 87 dias e teve como resultado oficial mais de 900 mortos (estatísticas não oficiais, todavia, apontam para mais de 2.000 mortos).


Existem duas interpretações básicas predominantes sobre o movimento de 1932:

1ª interpretação: é a getulista, insiste na ilegitimidade do movimento, caracterizando-o como revanchista e comandado pelos oligarcas paulistas depostos pela revolução de 1930, que derrubou o presidente Washington Luis e impediu a posse na presidência do ex-governador paulista Julio Prestes.

2ª interpretação: é a paulista, insiste no fato de que Vargas governava o país de forma ditatorial, sem constituição. Os paulistas, portanto, lutavam pela democracia e pela retomada da legalidade.

Em ambas as interpretações, o que sobressai é a idéia de que os paulistas tinham um projeto monolítico – oligárquico ou democrático. Visão que vem sendo bastante problematizada pelos historiadores atuais (cf. por exemplo, o livro de Marco Antonio Villa, 1932 – Imagens de uma Revolução).


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