Tira Dúvidas

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Eleições 2010

22 de Julho de 2010

Em vários sites de notícias, li que há 17 “senadores que não foram eleitos”, mas que podem participar de todos os tipos de votação no Senado Federal e exercer plenamente o papel de senador. Como isso é possível? Carlos Renato, Mogi Mirim/SP

Caro Carlos, isso é possível, pois no Brasil temos a figura do senador suplente; junto com o candidato principal ao senado, são registrados dois outros nomes. Caso o candidato principal seja eleito, mas se afaste, o seu primeiro suplente assume suas funções – como os eleitores não votaram no suplente e, na maioria absoluta dos casos, nem o conheciam, cria-se a figura de “um senador não eleito”.

E não são poucos os senadores titulares que se afastam, ao longo dos 8 anos de duração de seus mandatos – daí o grande número de suplentes no exercício do cargo. Muitos senadores eleitos se afastam para assumir as funções de ministro ou secretário de estado; outros renunciam ao cargo de senador quando vencem eleições majoritárias para prefeituras ou governos estaduais; e, claro, há os que adoecem ou falecem durante o mandato. Em todas essas situações, o primeiro suplente assume o cargo – no caso da impossibilidade do primeiro suplente tomar o lugar do titular, daí o segundo suplente assume (senador menos eleito ainda... se ninguém sabe os nomes dos primeiros suplentes, que dirá os dos segundos...).

Mas se os suplentes não são conhecidos dos eleitores, em geral, eles são bem conhecidos do candidato principal; ou porque são seus parentes (filhos, esposas, sobrinhos e etc.) ou porque são seus financiadores de campanha.

Tal como as jabuticabas, a figura do senador suplente é uma exclusividade brasileira. Não há suplente nos EUA, Chile e Itália, por exemplo – grandes países democráticos, nos quais o Senado tem funções parecidas às do Senado Brasileiro.

Resposta por Célio R. Tasinafo – Prof. Oficina do Estudante.


www.oficinadoestudante.com.br


Em vários sites de notícias, li que há 17 “senadores que não foram eleitos”, mas que podem participar de todos os tipos de votação no Senado Federal e exercer plenamente o papel de senador. Como isso é possível? Carlos Renato, Mogi Mirim/SP

Caro Carlos, isso é possível, pois no Brasil temos a figura do senador suplente; junto com o candidato principal ao senado, são registrados dois outros nomes. Caso o candidato principal seja eleito, mas se afaste, o seu primeiro suplente assume suas funções – como os eleitores não votaram no suplente e, na maioria absoluta dos casos, nem o conheciam, cria-se a figura de “um senador não eleito”.


E não são poucos os senadores titulares que se afastam, ao longo dos 8 anos de duração de seus mandatos – daí o grande número de suplentes no exercício do cargo. Muitos senadores eleitos se afastam para assumir as funções de ministro ou secretário de estado; outros renunciam ao cargo de senador quando vencem eleições majoritárias para prefeituras ou governos estaduais; e, claro, há os que adoecem ou falecem durante o mandato. Em todas essas situações, o primeiro suplente assume o cargo – no caso da impossibilidade do primeiro suplente tomar o lugar do titular, daí o segundo suplente assume (senador menos eleito ainda... se ninguém sabe os nomes dos primeiros suplentes, que dirá os dos segundos...).


Mas se os suplentes não são conhecidos dos eleitores, em geral, eles são bem conhecidos do candidato principal; ou porque são seus parentes (filhos, esposas, sobrinhos e etc.) ou porque são seus financiadores de campanha.

Tal como as jabuticabas, a figura do senador suplente é uma exclusividade brasileira. Não há suplente nos EUA, Chile e Itália, por exemplo – grandes países democráticos, nos quais o Senado tem funções parecidas às do Senado Brasileiro.

Resposta por Célio R. Tasinafo – Prof. Oficina do Estudante.


www.oficinadoestudante.com.br