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Governo Mubarak

15 de Fevereiro de 2011

O que signifca o fim do Governo Mubarak para o Egito?

O dia 11 de fevereiro de 2011 marca a mudança política mais significativa nas últimas décadas no país árabe mais populoso: o Egito. Nesse dia, o ditador Hosni Mubarak renunciou ao cargo de presidente, o qual ocupava por 3 décadas.
Considerado um aliado pelas potências ocidentais e por Israel, por manter fora do poder grupos islâmicos, Mubarak não resistiu à crescente onda de protestos populares contra sua permanência no governo. Foram 18 dias de intensas manifestações, que deixaram cerca 300 mortos e mais de 5.000 feridos – no dia 1º de fevereiro, mais de 1 milhão de pessoas se reuniram na praça Tahrir pedindo a democratização do país e ansiando por mudanças sociais e econômicas.
Vários fatores devem ser considerados quando procuramos saber as causas das vitoriosas manifestações populares contra a ditadura de Mubarak:

- Crise econômica (desemprego, arrocho salarial e inflação): Quando Mubarak assumiu o governo do Egito, o país se beneficiava dos efeitos da elevação dos preços do petróleo no mercado internacional graças ao primeiro choque do petróleo (1973); em sua primeira década à frente do Egito, os preços do petróleo continuaram elevados devido aos efeitos da guerra Irã x Iraque (1980 – 1988). Contudo, a estabilização da cotação internacional do petróleo e as crescentes despesas de um governo, marcado pela corrupção e por gastos excessivos, levaram o país a uma crise econômica, prejudicando funcionários públicos e trabalhadores menos qualificados. A concessão de um aumento de 15% aos funcionários públicos e aposentados, a partir do início dos protestos, não garantiu a recuperação da popularidade por parte do ditador.
- Sucesso dos protestos contra o ditador da Tunísia (Zine El Abidini Ali): Deposto no dia 14 de janeiro, o ditador tunisiano foi vítima da chamada “revolução do jasmim” que correspondeu ao primeiro movimento popular, mundo árabe, que pôs fim a uma ditadura de 23 anos.

- Desgaste de um governo autoritário, marcado pelo uso da violência e cerceamento das liberdades civis: 30 anos de ditadura separaram a sociedade civil, em geral, do governo de Mubarak; daí a crescente ampliação dos protestos e a falta de apoio ao ditador, mesmo entre os militares.
- Pressão do governo dos EUA pelo fim da crise egípcia de forma pacífica, com o menor número possível de vítimas: o governo Barack Obama retirou todo o apoio dos EUA à ditadura de Mubarak e pressionou pela sua saída do governo imediata. Assim, sem apoio externo e interno não restou ao ditador de 82 anos outro caminho senão a renúncia e o abandono do projeto de fazer de seu filho, Gamal Mubarack, seu ditador.
O novo governo, constituído por uma junta militar, terá a difícil tarefa de levar garantir a democratização do Egito, conciliando interesses de grupos islâmicos de várias vertentes.

www.oficinadoestudante.com.br


O que signifca o fim do Governo Mubarak para o Egito?

O dia 11 de fevereiro de 2011 marca a mudança política mais significativa nas últimas décadas no país árabe mais populoso: o Egito. Nesse dia, o ditador Hosni Mubarak renunciou ao cargo de presidente, o qual ocupava por 3 décadas.
Considerado um aliado pelas potências ocidentais e por Israel, por manter fora do poder grupos islâmicos, Mubarak não resistiu à crescente onda de protestos populares contra sua permanência no governo. Foram 18 dias de intensas manifestações, que deixaram cerca 300 mortos e mais de 5.000 feridos – no dia 1º de fevereiro, mais de 1 milhão de pessoas se reuniram na praça Tahrir pedindo a democratização do país e ansiando por mudanças sociais e econômicas.
Vários fatores devem ser considerados quando procuramos saber as causas das vitoriosas manifestações populares contra a ditadura de Mubarak:


- Crise econômica (desemprego, arrocho salarial e inflação): Quando Mubarak assumiu o governo do Egito, o país se beneficiava dos efeitos da elevação dos preços do petróleo no mercado internacional graças ao primeiro choque do petróleo (1973); em sua primeira década à frente do Egito, os preços do petróleo continuaram elevados devido aos efeitos da guerra Irã x Iraque (1980 – 1988). Contudo, a estabilização da cotação internacional do petróleo e as crescentes despesas de um governo, marcado pela corrupção e por gastos excessivos, levaram o país a uma crise econômica, prejudicando funcionários públicos e trabalhadores menos qualificados. A concessão de um aumento de 15% aos funcionários públicos e aposentados, a partir do início dos protestos, não garantiu a recuperação da popularidade por parte do ditador.
- Sucesso dos protestos contra o ditador da Tunísia (Zine El Abidini Ali): Deposto no dia 14 de janeiro, o ditador tunisiano foi vítima da chamada “revolução do jasmim” que correspondeu ao primeiro movimento popular, mundo árabe, que pôs fim a uma ditadura de 23 anos.


- Desgaste de um governo autoritário, marcado pelo uso da violência e cerceamento das liberdades civis: 30 anos de ditadura separaram a sociedade civil, em geral, do governo de Mubarak; daí a crescente ampliação dos protestos e a falta de apoio ao ditador, mesmo entre os militares.
- Pressão do governo dos EUA pelo fim da crise egípcia de forma pacífica, com o menor número possível de vítimas: o governo Barack Obama retirou todo o apoio dos EUA à ditadura de Mubarak e pressionou pela sua saída do governo imediata. Assim, sem apoio externo e interno não restou ao ditador de 82 anos outro caminho senão a renúncia e o abandono do projeto de fazer de seu filho, Gamal Mubarack, seu ditador.
O novo governo, constituído por uma junta militar, terá a difícil tarefa de levar garantir a democratização do Egito, conciliando interesses de grupos islâmicos de várias vertentes.

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